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Gaúchos enfrentam impactos na saúde mental após eventos extremos

Gaúchos enfrentam ansiedade climática após tornados, ciclones e enchentes

JR na TV|Do R7

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Tornados, ciclones e enchentes devastadoras. A saúde mental dos gaúchos sofre com tantos eventos extremos em tão pouco tempo. Régis trabalha para reconstruir o telhado de casa, destruído pelos ventos que chegaram a 100 km/h. "Logo que começaram os barulhos, a gente saiu correndo o mais rápido possível. Porque não tem como levar tudo e a gente sabe que alguma coisa vai perder." 

A família mora na zona norte de Porto Alegre. Em 2024, as enchentes deixaram várias casas debaixo d'água. Agora, eles convivem com os estragos do ciclone bomba. "A gente pensa: tem que pegar tudo, tirar tudo de dentro de casa, tirar tudo, sair de dentro e não olhar pra trás." 

A chamada "ansiedade climática" já é realidade para os brasileiros que enfrentam eventos extremos. Dados do IBGE mostram que 67,5% das pessoas atingidas pela grande enchente no Rio Grande do Sul, em 2024, tiveram a saúde mental afetada. O estado fica em um "corredor de tornados", considerado a segunda região mais favorável do planeta para a formação desses fenômenos. 

Segundo especialistas, o medo pode voltar diante de uma nova chuva forte, reativando memórias traumáticas. "Quando vem uma chuva mais forte, a memória e a sensação do medo de ameaça volta, e aí a pessoa entra num estado de sofrimento." Para quem convive com as consequências das tragédias, superar o medo exige força. "Chega uma hora que teu emocional fica muito abalado. A gente quer só baixar a cabeça, trabalhar normal e seguir em frente." 


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